Proteção de Dados

Compartilhamento seguro de dados: benefícios e desafios para a saúde

O esforço contínuo pela interoperabilidade (capacidade de diferentes sistemas, dispositivos, aplicativos ou produtos se conectarem e se comunicarem de maneira coordenada, sem esforço do usuário final), ajuda a impulsionar o crescimento do compartilhamento seguro de dados da saúde.

As entidades cobertas e os parceiros de negócios estão explorando como aprimorar o atendimento aos pacientes participando do intercâmbio de informações sobre saúde. Ao mesmo tempo, essas organizações se preocupam com a maneira como mantêm esses dados seguros.

Basicamente, o compartilhamento de informações de pacientes pode ajudar as instituições de saúde a reduzirem a quantidade de readmissões e fraudes, evitar erros de medicação e até diminuir testes duplicados. Entretanto, as organizações de saúde precisam considerar legislações como a LGPD, e regras de privacidade para compartilhar informações sensíveis.

As preocupações com a violação da Lei Geral de Proteção de Dados são frequentemente citadas como um motivo para o cuidado ao compartilhar dados. Por outro lado, os órgãos federais estão trabalhando para garantir que as entidades saibam que esse não é o caso. Afinal, os cuidados vão além de simplesmente atender a um requisito de conformidade e evitar multas.

Os benefícios por compartilhar dados na saúde vão além do esperado

Estudos genéticos, registros de câncer e doenças crônicas, abuso de substâncias, gerenciamento de saúde da população, análises em larga escala, epidemiologia e rastreamento de doenças e até interoperabilidade para atendimento de rotina ao paciente de emergência são alguns dos usos possíveis para o compartilhamento de dados.

Além dos casos de uso clínico e voltados ao paciente, a troca de dados é essencial para garantir que as melhores práticas possam ser compartilhadas entre organizações de saúde. O que também é válido para outros setores. Além disso, dados sobre incidentes de ameaças internas ou cibernéticas, como ataques de ransomware, podem ser compartilhados entre as organizações.

Promover o compartilhamento de informações sobre saúde pode ajudar na comunicação de incidentes e potencialmente impedir a ocorrência de futuros incidentes de segurança cibernética.

As entidades devem saber o que aconteceu, como foi descoberto, perdas, danos e também provas de que o incidente aconteceu.

Garantia de segurança: acesso a informações de saúde protegidas

Infelizmente as violações de dados na área de saúde são uma ocorrência regular, e ainda não há qualquer indicação de que essa tendência vá desacelerar.

Ameaças de segurança cibernética — como ransomware e malware — têm se tornado uma opção popular para que criminosos cibernéticos obtenham acesso a dados valiosos. Dessa forma, entidades relacionadas às informações de saúde devem ter medidas de proteção de dados de seus pacientes, familiares e funcionários.

Mas por que as informações de saúde são tão valiosas e frequentemente procuradas por agentes maliciosos?

Informações de saúde são mais valiosas do que apenas informações de cartão de crédito ou dados financeiros. Um criminoso cibernético pode vender os registros no mercado negro ou na dark web por mais dinheiro que dados financeiros.

Com essas informações médicas em mãos, os indivíduos podem ter acesso a medicamentos prescritos, receber atendimento médico e também acessar dados financeiros de pessoas ou empresas.

Proteção de dados — fluxo seguro das informações de pacientes

Os registros de saúde estão migrando para formatos digitais à medida que a tecnologia continua a evoluir. Dessa forma, as organizações de assistência médica estão implementando registros eletrônicos de saúde e precisam garantir fortes medidas de segurança cibernética para manter a proteção de dados em todos os formatos.

A regra de segurança exige proteções administrativas, físicas e técnicas apropriadas para garantir a confidencialidade, integridade e segurança dos registros de saúde.

Essas salvaguardas, quando bem aplicadas, podem ajudar a evitar algumas das falhas de segurança comuns que levam a ataques cibernéticos ou perda de dados. Assim é possível proteger pessoas, informações, tecnologia e instalações das quais talvez você dependa para realizar sua missão principal: ajudar os pacientes.

Compartilhando dados com segurança

Um dos aspectos principais do compartilhamento de dados de saúde é garantir que isso seja feito de maneira segura e que não comprometa as informações dos pacientes. Para esse objetivo, a criptografia de dados é uma boa opção.

Criptografia de dados é quando uma organização usa algum processo algorítmico para transformar dados a fim de diminuir a probabilidade de atribuir significado a essas informações, sem utilizar um processo ou uma chave confidencial.

As entidades da área de saúde podem reduzir o risco de acesso a dados por uma parte não autorizada, dificultando a leitura dessas informações.

Por exemplo, um hospital pode garantir que todos os notebooks e discos rígidos externos sejam criptografados. Se um desses dispositivos for roubado, o ladrão também precisará acessar a chave de criptografia para ler dados confidenciais armazenados nos dispositivos.

Existem dois tipos de dados que podem ser criptografados: dados em movimento e dados em repouso.

Dados em movimento são informações enviadas de um indivíduo ou dispositivo para outro através de mensagens diretas, e-mail ou outros meios de troca de dados. Os dados não criptografados podem ser interceptados enquanto transitam de um local para outro.

Dados em repouso são informações armazenadas em algum lugar, e não transportadas. Elas podem ficar guardadas em HD, disco removível, pen drive, em um servidor ou em dispositivos móveis, como notebooks e smartphones.

As organizações de assistência médica devem considerar as opções de criptografia de dados à medida que continuam implementando novos dispositivos e optando por novas maneiras de armazenar dados, inclusive na nuvem.

Sempre proteja os dados: avalie seu ecossistema e realize testes

Criptografar suas informações quando elas abrangem centros de dados e a nuvem é fundamental. No entanto, uma ótima maneira de manter seus dados de saúde seguros é testando continuamente o sistema.

Como as violações de segurança visam obter informações valiosas, a segurança dos dados de assistência médica deve ser abordada de uma perspectiva verdadeiramente holística. Ou seja, olhar para uma variedade de sistemas de segurança em sua organização.

Essas avaliações de vulnerabilidade ajudam você a ficar um passo à frente dos cibercriminosos.

Além disso, parceiros como a E-VAL Saúde podem ajudar fornecendo soluções de assinatura digital, HSM, e certificados digitais.

Lembre-se de segmentar suas redes e verifique se as políticas administrativas estão em vigor. Avaliações, bons controles de processos, treinamentos e testes constantes permitirão que você evolua rapidamente e atenda aos requisitos de segurança.

E-VAL Saúde, uma empresa do Grupo E-VAL

A E-VAL Saúde é uma empresa especializada em certificação digital, segurança da informação, com foco em assinatura digital, autenticação e proteção de dados, em especial para assinatura digital de prontuário eletrônico do paciente, gerenciamento eletrônico de documentos e demais arquivos de seu hospital, operadora, laboratório ou clínica. A E-VAL Saúde tem mais de 10 anos de experiência no mercado da saúde.

Falem conosco, os especialistas da E-VAL Saúde terão o maior prazer em atendê-los, contribuindo para o desenvolvimento dos seus projetos e a melhoria contínua da segurança do seu hospital, operadora, laboratório ou clínica.